domingo, julho 27, 2008



Gostava de saber escrever e fazer das palavras poesia…


Desfilar poemas por entre as linhas e transformar a alma no mar ou o vento nos sussurros da tua voz…


Gostava de revelar os sentimentos com as pontas do meus dedos e não apenas no olhar que se enche cada vez que te vejo ou penso…


Queria demonstrar como me sinto quando navego na tua pele... Ah como eu gostava de saber escrever todas as palavras que a ambos revelam!

sábado, julho 26, 2008

Pensa...



Antes, sempre que não escrevia fumava lentamente um cigarro, devoráva-o devagar assim como a alma sugava os pensamentos…




Agora, tudo é muito diferente! Recomeço a viver a partir do vazio e dos ecos inconstantes, risos ou olhares vácuos…




Agora, a vida morrerá sobre a folha de papel, as palavras gastas e dilaceradas serão apenas uma aragem salgada e deliciosa, um pedaço de nada, a flutuar no tudo…

sexta-feira, julho 25, 2008

Perfume...


Agora, enquanto dormes num sono calmo, eu sinto a brisa que entra pela janela fazendo esvoaçar a cortina e coloco numa folha de papel, momentos vividos, esperados, sentidos…


Recordo o encontro de bocas que em uníssono e silenciosamente, falaram de emoções sentidas, na ânsia do anoitecer, o nosso anoitecer…


No entrelaçar de línguas sequiosas, o sentimento divino - profano de corpos que sabiam já pertencer-se e a noite, trouxe consigo as palavras sussurradas, expiradas, inspiradas, sentidas, soltas e finalmente reveladas…


As paixões elevaram-se e como vulcões em erupção derramaram a sua lava em corpos suados, encontrados, envolvidos num único ser e mãos que foram deslizando na tua pele, na minha, encontrando-se e desnudando centímetro a centímetro todos os segredos escondidos, revelando mistérios que terminaram em penetrações de almas e de corpos… Aromas que se fundiram e entrançaram, como pernas, braços, bocas e desejos…


Ficaria aqui deitada olhando-te apenas, esta noite, amanhã e depois, absorvendo na memória cada detalhe do teu corpo meio coberto pelo alvo lençol e do teu braço pousado na minha coxa, numa carícia de cetim…


Acordar-te-ei com lábios que deslizam na pele quente de paixões sentidas e entregar-nos-emos de novo… E mais uma vez, e outra...


E com a brisa da madrugada que entra pela janela, os nossos corpos subirão a espiral orgásmica do sentir, sonhar, realizar, do ter, do ser e reviveremos então o que dissemos, renovando cada beijo, saboreando o mel de nossas bocas e corpos, sabendo que este será apenas o início…

terça-feira, julho 22, 2008

Desejo...


Quero sentir as tuas mãos a deslizar pelo meu corpo, a tua língua nos meus lábios, o teu rosto sobre o meu...


O teu toque excita-me... O ar quente da tua boca,deixa-me mais louca e os teus beijos cheia de desejo...


O teu olhar diz tudo que queres falar e as tuas mãos começam apertar-me! Mãos macias que passeiam sobre mim com desejo de me possuir pedindo-me para ser tua...


Aos poucos me deixas nua e acaricias osmeus seios... Enches-me de beijos,pegas-me pelo cabelo,levas-me á tua boca... Beijas-me… Falo sem querer que te quero e apertas-me com mais força dizendo-me que te deixo louco...


Dominas-me com rapidez pois sabes que te pertenço... Esqueço a timidez e entrego-me de vez agarrando-te com força,apertando-te,sorrindo...

Gemes... E como eu adoro ouvir os teus gemidos! Desço...Beijo o teu pescoço,o teu peito,o teu umbigo,provocando-te...


As minhas mãos tocam-te,acariciando-te e cheio de tesão atiras-me para o chão penetrando-me veloz!


Deliciosa magia sobe nos teus movimentos aumentam o gosto do nosso amor... O gosto do nosso prazer que nos invade e por fim… Teu prazer, meu prazer, nosso prazer….


Teu corpo, meu corpo, nosso corpo...

Tua loucura, minha loucura, nossa loucura…


Maravilhosa sensação de te amar! E ser amada por ti...

Envolve-me...


Revelo-me em palavras como tantas outras vezes o fiz...


Umas vezes as imagens do meu corpo, da minha pele, sem enganos, sem ilusões, deixando que julguem que sou o que não sou. Sou eu mesma... Como sempre o fui...


Gosto do calor que sinto nos dedos ao desenhar as letras que vos dirijo,sinto o perfume da tinta que utilizaria se de uma carta se tratasse,sou a neblina que te envolve,sim a ti...


Abraço-te na noite sem que me vejas, mas apenas sentindo o meu corpo que se oferece aos teus olhos, entregando a pele entre os dedos com que quero que me acaricies...


Tocas-me um seio e bebes dele a suave tentação que te lanço,porque eu não quero que me resistas!Quero-te entregue de olhos semicerrados e sentidos alerta, para que saibas que este meu desejo é teu...


Como são tuas as coxas que se abrem para te envolver entre elas, num abraço que ambos desejamos... Desejo... Ai como desejo ouvir os teus suspiro no meu ouvido... Imagino o que me dirias, mas nada se compara ao que tu mesmo me dirás, quando te aprofundares em mim... A humidade envolvendo a tua força e poder, desfazendo pensamentos sobre um mundo que ultrapassamos num só momento...


Queres-me? Eu quero-te...


Basta uma palavra,uma só palavra para que te vista com a minha pele...

Se eu conseguisse alguma vez identificar o que me fazes sentir... Se eu pudesse por um só momento saber o que estás a pensar...


Se fosse possível esquecer-me de mim e entregar-me ao que apenas vislumbro, mas que me revolve as emoções e as faz submergir em águas revoltas, espalhando-se nos braços abertos de corais tão belos quanto fatais...


Se me fosse permitido mergulhar contigo nas águas de um oceano sem fim e de dedos entrelaçados nos teus, presos com algas, deambulasse pelo fundo do mar em busca de tesouros perdidos...


Se as palavras a mais pudessem ser apagadas da memória e não ficassem a calcar sentimentos em constante turbulência... Eu sorriria mais uma vez só para ti e contigo, partiria à descoberta do eu que perdi na última viragem do pensamento...


Se eu soubesse o que se esconde do outro lado do espelho, cravaria nele o punhal da ânsia, partindo-o e desnudando o segredo encoberto...


Se eu não me penalizasse por palavras ditas e não ditas, não segredadas, rasgadas, sentidas, choradas...


Se eu…

Se tu…


Se…


PARA TI...

Palavras...


Quero soltar o teu fulgor dentro de um baú a que chamo desejo... E no teu peito sei que resido na vontade de sobrevoar o meu corpo em ânsias de azul...


Sou o teu dia e a tua noite. Sou... Apenas sou...


Um voo, um sorriso e as pernas do tempo à espera que tu, momento fugaz, atravesses o portal e me sussurre que o ontem se entrelaça com o amanhã em bebedeiras de vento...


Ser, ter, querer... Eu, o baú do tempo... Tu, o tesouro do destino...


Sinto-te na literária que trocamos, como se fôssemos apenas letras soltas que se desfazem sopradas, nos sussurros mordidos nas peles suadas de paixão...


Queres-me como te quero! Desejo-te desfalecida nas entranhas do beijo!


Do nosso beijo...

Sentir...


"É natural que às vezes te apeteça chorar... mas se o soluço te abafar a garganta, endireita as costas, levanta o queixo e sorri.


Ri mesmo abertamente! Frente aos que te consideram humilhado... pois humilhante é humilhar-se aos humildes.


É natural que te sintas só e que te percas na imensidão da tua própria solidão... mas quando a solidão fizer eco na tua vida e te sentires desesperadamente só, abraça o que te rodeia, respira profundamente e lembra-te que a vida é um desafio a longo prazo.


É um poema de heróis não de vencidos. Tu nasceste para vencer.


É natural que morras lentamente quando te afogas na saudade... é natural que morras quando sentes o passado passar-te pelos dedos, como nuvens sopradas pelo vento.


É natural que te vires para trás na ânsia de caminhar para aquém do tempo. É natural que as lágrimas queiram rebentar nos teus olhos e os joelhos queiram rebentar ao peso dos passos... paradas de quem não sabe por onde andar. É natural que a indecisão te desespere. É natural que te sintas confundido nos dias. É natural que odeies o mundo que te rodeia.


É natural que para ti as pessoas tenham o aspecto de estátuas... drogadas, autónomas, assassinadas, ninguéns. Nenhuma pessoa é ninguém, nem tu és o mundo.


E o que é o mundo? Além de tudo é a força dos gigantes a espezinhar os fracos. Fracos amordaçados com a verdade a espirrar pelos poros... porque a boca ficou muda. Falta a força, não falta a verdade, mas sim a força que torna fortes os fracos. Assim começa esta luta desigual na selva da vida... na selva só sobrevivem os fortes.


Se te apetecer chorar, ri. Ri, não compulsivamente, mas sim com serenidade. Se te apetecer quedar-te estático a um canto sem forças para reagir, levanta-te e prepara-te para agires mesmo que não saibas como... estático é que não! Os cemitérios é que estão povoados de estátuas.


Não deixes que os outros sintam a extensão da tua pobreza... não lhes mostres a tua sede, nem a tua fome, nem o teu abandono. Tu na selva só tens que mostrar força, não de armas, mas sim a força dos fortes, dignidade com brilho no olhar.


Se te apetecer chorar, ri. Se te apetecer fugir, fica. Se te apetecer acabar, vive. Se te apetecer comer, espalha as únicas migalhas do teu pão pelos pássaros... se os teus pés estiverem feridos das pedras dos caminhos, dança. Se estiveres desesperadamente só, olha ao teu lado e repara que há algo vivo à tua espera. Nunca espalhes o teu sangue, a tua dor, o teu suor, a tua vida sem luta.


Na vida só sobrevivem os fortes e se és fraco, terás de deixar de o ser!"

Talvez...


Não me percas de vista… Não deixes que eu desapareça da tua vida antes de precisares de mim…


Não deixes que eu vá embora sem antes saberes quem sou e quais os meus sonhos… Talvez sejam os mesmos que os teus, quem sabe…


Não me percas de vista… Nunca! Mesmo que não estejas interessado agora pois pode ser que um dia tenhas saudades de mim…


Não me deixes seguir sozinha esta estrada, sem antes saber se gostarias de ir também, sem antes descobrires que é exactamente esse o caminho que sempre procuraste…


Não me percas… Talvez só eu possa ser para ti a esperada chegada, o tão sonhado caso de amor, a única e infinita historia, a realidade mais sublime de se viver…


Mas não me percas…


Deixa-me ficar e esperar por ti, esperar que me chames, que precises da minha companhia, que tenhas por mim todo o teu carinho… Que de repente descubras que me amas e que me agradeças por ter ficado ao teu lado e ter esperado…


Mas não me percas… Nunca!

domingo, julho 20, 2008


Serve este blog para apresentar a escrita de sentimentos, sonhos, realidades, pensamentos…


Serve este blog para te lembrar o que de melhor podes sentir e para te fazer pensar sobresituações que por vezes “escapam” ao nosso alcance no dia – a – dia…
Serve este blog para sonhar, rir, chorar, viver, reviver ou simplesmente admitires que de facto precisamos de ser um pouco mais realistas e positivos perante a vida… para acreditares que vale a pena viver!


Por fim, serve este blog para que leias palavras bonitas, tentando com que te percas no mundo dos sentimentos…


Lê e se achares oportuno, comenta! Obrigado(a) pela visita…
ANA MARQUES